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terça-feira, 21 de junho de 2011

o futuro esta cada vez mais perto do passado

Temos o costume de pensar que casas feitas de barro são obras sem recursos,  construídas por povos pobres.

Precisamos rever estes conceitos afinal o planeta e rico em materiais alternativos e nao é possível que ainda milhões de pessoas nao tenham onde morar.

Que tal esta casinha de barro?

 

 
Parece incrível mas cerca de 3 bilhões de pessoas ainda moram ou trabalham em casas de barro pelo mundo, este tipo de construção alternativa e barata  e inteligente. A bi construção como e chamada, ganha cada vez mais espaço no mundo moderno. O uso de barro neste tipo de construção propicia que a umidade se mantenha em níveis ideais, tanto no inverno quanto no verão economizando assim eletricidade. Chamado de concreto verde pelos arquitetos modernos e eco construtores, e uma excelente alternativa em relação ao cimento que libera quantidades significativas de CO2 na atmosfera durante sua construção. A idéia deste tipo de construção vem dos povos Musgum, de Camarões, cujas casas são erguidas com simplicidade quase orgânica. As de curvas, ranhuras e telhados cônicos todas feitas com as próprias mãos.
 
Chegam a atingir quase 9 metros de altura, as paredes são mais grossas nas bases em relação a cimeira, o que aumenta a estabilidade da construção e geralmente a parte superior da casa e perfurada com uma abertura circular para entrada de ar o que propicia uma condição térmica de frescor. Possuem veios externos para escoamento da água da chuva, sua forma cônica faz referencia a conchas.Acredita-se que unidades habitacionais e edifícios de apartamentos pequenos podem facilmente serem construídos a partir de terra em qualquer parte do mundo.

 

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Casas colméia na Síria

 

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As tendas Tuareg, no Noroeste da África, são compostas de fibras e peles de cabras e podem ser desmontadas e transportadas.

Os pastores semi-nômades da África do Sul fazem suas casas com esteiras de junco sustentadas por uma armação de cana.

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Os Gurunsi, em Burkina Fasso, constroem suas habitações como vasilhas semi-enterradas na areia, com ornamentação feita pelas mulheres, não apenas com função artística, mas também destinadas à proteção climática obtida com o robustecimento de frisos.

 

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Tenda Hassaniya no sudoeste de Marrocos.

 

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Interior de tenda Fulani no Oeste da África.

 

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Habitação feita de juncos no Senegal.

Junco, palha, barro... Estas construções lembram as origens da arquitetura na forma da Cabana Primitiva, mas de primitivas não têm nada! É impressionante a arte que esses povos conseguem fazer com materiais tão simples!

Incrível como o futuro esta cada vez mais perto do passado.

sábado, 28 de maio de 2011

Como nasce uma favela?

 

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A equivalência entre pobreza e periculosidade é uma crença tão comum como errada. uma observação pertinente é que são os indivíduos de menor renda anual que são as vítimas mais freqüentes de crimes violentos. Um estudo sobre o uso de armas de fogo feito por Tulio Kahn afirma que "as maiores vítimas das armas de fogo, são os homens, jovens, e pobres, moradores da periferia." Esse tipo de violência vem de uma falta de recursos para oferecer oportunidades para que todos tenham uma vida digna sem envolver-se no mundo do crime. Porém, a solução desse problema da violência não é acabar com as favelas, pois elas não são as causas do problema, mas são produtos de um problema maior fundamental da sociedade. Dizer que as favelas prejudicam a segurança pública é uma mera inversão do problema real.

A propensão de estigmatizar os pobres é presente no mundo todo e permite que a grande população vivendo em pobreza e miséria permaneça marginalizada. É importante desconstruir esse discurso e reconhecer a verdadeira raiz da pobreza para poder diminui-la.

Vejamos então como e por que as favelas nascem.

O “seu” Pedro e a dona Antônia viviam no sertão nordestino numa cidadezinha que nem lembro o nome. Longe de tudo, numa casinha a beira da estrada poeirenta, onde passava um carro por semana. Parece que lá o tempo nao passava. Todos os dias o “seu” Pedro pegava a enxada e ia para a roça pedindo a Deus que mandasse chuva pois as crianças em casa precisavam comer. No sol escaldante o seu Pedro arava a terra e depois plantava as poucas sementes que ele conseguia na cidade. Dinheiro era coisa que as crianças nunca viram. Dona Antônia varria o chão batido da sua casinha fazendo o melhor que podia. Depois do almoço, Um feijãozinho aguado com farinha, todos estavam prontos para sentar em volta da rede onde dona Antônia ensinava para as crianças as poucas letras  que ela havia aprendido com a sua mãe.

Todos os dias os seus 5 filhos aprendiam alguma coisa nova e com os olhinhos arregalados cheios de curiosidade e imaginação perguntavam para a mãe se seria bom morar numa cidade onde viviam mais gente.

Dona Antônia também se fazia a mesma pergunta.

Nesta mesma tarde seu Pedro voltou desanimado e cansado da roca e dona Antônia aproveitou para falar sobre o que as crianças haviam indagado.

A noite chegou e com ela os mesmos pensamentos do casal.

Será que algum dia nossos filhos terão uma vida melhor do que a nossa?

Nessa noite os dois decidiram que era hora de mudar. Resolveram então partir para a tão falada cidade grande onde todos tem trabalho, casa e boa comida.

Pela manha seu Pedro foi ate a cidadezinha mais próxima e negociou a sua casinha. Nao era grande coisa mas era tudo que ele possuía.Então depois de alguns dias ele, a dona Antônia e os 5 filhos partiram para São Paulo. Um choque muito grande para todos, afinal aquela selva de pedra era um mundo estranho para eles. seu Pedro tinha um numero de telefone que um amigo lhe deu dizendo para ligar quando chegasse em São Paulo.

Cheios de esperança, “seu” Pedro e dona Antônia foram dar com uma favela. Fizeram alguns amigos que como eles tinham vindo de situações semelhantes. Depois de algum tempo e muitas dificuldades, conseguiram se estabilizar num pequeno barraco. de um quarto, cozinha e um banheiro precário. As crianças se adaptaram rapidamente. Começaram a freqüentar a escola. dona Antônia conseguiu um emprego de domestica e o “seu” Pedro foi para a construção.

E todas as noites quando voltava para casa sentava na frente do barraco e dizia para a dona Antônia:

Que saudade da nossa casinha!  La a gente era livre. só nao  sabia.

Se o “seu” Pedro soubesse, se alguém se importasse com ele, sua vida e a de sua família poderia ser diferente.

O governo brasileiro gasta milhoes de dolares com sabe-se la o que, por que nao desenvolver um projeto como este e manter as pessoas nos seus lugares de origem?

Soluções inteligentes e baratas

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Projetos de baixo custo e de fácil construção

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O mais difícil nesta construção e a vontade politica!