segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Opositores da Simplicidade Da salvação

 

Experiências Místicas

 

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O Deus do Universo nos apareceu objetivamente na plenitude do tempo na encarnação do homem Jesus o Cristo e revelou para nós Sua natureza divina. Ele clara e simplesmente nos falou sobre seu plano de salvação o qual envolve crer e confiar que Jesus era Deus encarnado. "Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (João 3:36).
”A analogia já foi esboçada anteriormente sobre um formigueiro com um trator à frente do caminho. Se você quiser prevenir as formigas do perigo, a melhor maneira de fazê-lo, como observador humano, seria, caso você fosse capaz, tornar-se uma formiga e avisá-las do perigo iminente. Da mesma forma Deus se encarnou em um homem, não apenas para nos avisar do perigo de uma eternidade sem Ele, mas também para nos revelar a Si mesmo e nos oferecer a oportunidade de uma eternidade em Sua companhia”.

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Podemos não aprovar este plano de salvação com esta ênfase na fé e na crença em Jesus Deus o homem, mas ele é o plano do Mestre do Projeto e o único plano que conduz à vida eterna. É um plano sob medida feito por Deus para a humanidade.

Os seres humanos, entretanto, não necessariamente aceitam este plano de salvação divinamente projetado. Eles preferem criar seus próprios sistemas de salvação. Estes sistemas são criações do homem e não de Deus. C.S. Lewis nos escreve: "Você é um feixe egoísta de medos, esperanças, avarezas, ciúmes e vaidades, tudo condenado à morte" ( Mere Christianity , "Let’s Pretend" - “Vamos Fingir”). Timóteo nos adverte que nos últimos dias, "os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus; tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder" (2 Timóteo 3:2-5). No Cristianismo considera-se o eu como abatido e carente da redenção.

Vale ressaltar que é fora do Eu que as experiências místicas se desenvolvem. Freidrich Nietzche, um ateu orgulhoso que glorificava o homem, dizia, "Vocês não se amam o suficiente" (Freidrich Nietzche, Thus Spake Zarathustra, p.75 – Assim falou Zaratustra). A partir de uma perspectiva egocêntrica de mundo veio o conceito de "super-homem", um homem sem as restrições dos nobres princípios de Deus, um homem insensível e alheio aos princípios morais, um homem que inspirou os Nazistas a exterminarem milhões de pessoas como se fossem criaturas indesejáveis.

As doutrinas da Nova Era estão centradas na experiência de vários "estados de consciência". A Nova Era, influenciada pelo Hinduísmo e que chamam de Zen, ensina que todos nós somos deuses. Nós apenas nos esquecemos de que o somos. Ela ensina que alcançando nosso interior, através da meditação e da ioga, somos capazes de compreender e tocar nossa natureza divina. O Deus da Nova Era é uma força impessoal que envolve tudo. Neste sentido Deus e a criação são um. Para entrar em sintonia com esta Força Divina, explica a Nova Era, tudo o que devemos fazer é conectá-la, exatamente como uma tomada é ligada à energia elétrica. Conectar-se envolve "concentrarmo-nos" em nós mesmos. Obtemos a resposta em nosso interior. Quando nossa consciência se expande, alcançamos a Natureza Divina. Deus é uma experiência subjetiva.

O Cristianismo nos ensina que o Criador do Universo é uma personalidade infinitamente inteligente, amorosa e acessível. Este Criador está do lado de fora e separado de sua criação.

Estabelecer um relacionamento com Deus é uma operação objetiva. Ao aceitarmos e crermos em Jesus Cristo como o Filho de Deus, estabelecemos um relacionamento com o Deus do Universo baseado numa aliança, uma espécie de contrato. Ele vem para habitar em nós na pessoa do Espírito Santo e nos dá a vida eterna (João 15:26, João 16:7). No Cristianismo nosso relacionamento com Deus é um acontecimento objetivo, não baseado no humor ou em sentimentos.

Steve Kumar em seu livro Christianity for Skepticss (Cristianismo para os Céticos) afirma, "A pressuposição fundamental que apóia a posição de que a realidade apenas pode ser experimentada é a noção de que a experiência comprova a realidade. Mas a experiência subjetiva prova o que cremos? Quando refletimos sobre a experiência é bom lembrar as observações do filósofo Bertrand Russell que disse, ‘Não podemos fazer distinção alguma entre o homem que come pouco e vê o paraíso e o homem que bebe muito e vê cobras.’ As pessoas que procuram provar suas crenças metafísicas sobre a base da experiência pensam que a metafísica e a experiência são sinônimas. O que eles fracassam em ver é que a experiência é algo que alguém teme e a metafísica é a interpretação desta experiência. Devemos nos lembrar de que as experiências são capazes de muitas interpretações."

"Começando pela prática, simplesmente não temos formas de verificar a experiência, pela simples razão de que, além de subjetiva, ela é um terreno pouco sólido para se construir o alicerce de nossa esperança eterna. O subjetivismo não pode ser a base para a verdade." O comentário impactante de Carl Jung merece atenção, ‘Definitivamente não podemos determinar de forma precisa se uma pessoa está iluminada ou se ela simplesmente o imagina, não temos critérios para isto’(Suzuki, Introduction to Zen Buddhism, - Introdução ao Zen Budismo). Como podemos estar seguros de que esta pessoa está experimentando Deus ou ao diabo, o Espírito Santo ou um espírito maligno?"

Steve Kumar nos adverte que não devemos ignorar o perigo das experiências místicas. Ele cita a experiência de um mestre da ioga e guru que veio a entender os perigos dos poderes das trevas nas experiências místicas:

A Hatha Ioga soa como um simples conjunto de exercícios; todos pensam que é apenas uma ginástica. Quero advertir que isto é só o começo de uma armadilha diabólica. Um guru mostrou  que a única coisa que os exercícios fazem é abrir seu apetite para o oculto. Eles são como a maconha; eles o conduzem a uma droga que é ainda pior e mais forte, amarrando-o tão completamente que apenas Cristo pode libertá-lo. Muitas pessoas acham que o poder oculto é simplesmente o poder da mente. Isto não é verdade. Há um ponto além desse poder onde a mente termina e a partir dali o poder demoníaco assume o controle"

Por causa do poder que inicialmente experimentamos, podemos ficar convencidos de ter encontrado a resposta para a busca espiritual. E sentir que o homem poderia de fato tornar-se deus e elevar-se por seu próprio esforço, que todos somos deuses e que apenas precisamos explorar nosso interior deixando aflorar algo divino que já possuímos. Entretanto, a meditação e a ioga resultam em algo comparado ao vício. Tentar desistir depois de algum tempo pode revelar ser algo impossível e resultar em severos sintomas tais como tremores, suor frio e tensão. Incapaz de funcionar sem a sua “seringa” de meditação, porque a pessoa se comprometeu totalmente com o caminho do misticismo oriental. O resultado final de seis anos de meditação e ioga, incluindo cursos intensivos, foi total desilusão para alguns membros de escolas místicas. Eles terminaram em um lugar frio, estéril e escuro. Nenhuma das promessas de harmonia e felicidade eterna na realidade deles se materializou. Apenas ao aceitar Cristo como seu Salvador pessoal, eles foram capazes de encontrar o amor verdadeiro, a paz e a vida. O caminho pelo qual tinham passado definitivamente não os havia levado à vida, mas a uma espécie de asfixia. Como Paulo disse, "E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz" (2Corinthians 11:14).

"Aquele que começa buscando a Deus dentro de si mesmo pode terminar confundindo-se a si mesmo com Deus"

Fonte: (B.B. Warfield, Biblical and Theological Studies –Estudos Bíblicos e Teológicos (Philadelphia: Presbyterian & Reformed)

Um comentário:

Consultoria RH disse...

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